quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A vitória da marca Barack Obama

O presidente eleito dos Estados Unidos reconheceu em seu discurso da vitória nesta madrugada a importância da campanha política

Em seu discurso da vitória na madrugada desta quarta-feira, 5, o presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama reconheceu a importância da campanha política liderada pelo coordenador David Plouffe que fez, segundo o novo presidente, a melhor campanha da história política daquele país.

AdAge concorda com a tese de que o momento é relevante e diz que o 4 de novembro entra para a história como o dia mais importante da história do marketing: "Pegue um homem relativamente desconhecido e mais jovem que seus adversários. Com um nome que não soa bem. Analise também sua primeira oponente, a mulher mais conhecida da América, conectada com um dos políticos mais bem-sucedidos da história. Considere também o segundo oponente, um herói de guerra com recorde de tempo no senado. Tudo isso não importa, porque Barack Obama teve uma estratégia melhor do que eles", afirma a publicação, que destaca a expressão "Change", ou mudança.

Os adversários tentaram também se atrelar a palavras e expressões. Hillary foi "experiência", "contagem regressiva para mudar", "soluções para a América". McCain foi "herói", "comandante", "conciliador", "líder experiente". E ambos tentaram ser uma "mudança melhor". Mas sem sucesso, porque melhor, para AdAge, não significa diferente, que é o que poderia mudar a cabeça dos eleitores.

A campanha de Obama, na análise de AdAge, teve muito a ensinar ao mercado publicitário. A começar pela simplicidade da mensagem, change; passando pela consistência, que garantiu mais do que a comunicação das mensagens do candidato, mas o próprio posicionamento dele; e chegando na relevância, já que Obama mudou o formato do campo de luta na política. Não à toa, ele foi eleito recentemente o Anunciante do Ano pela publicação. E agora, ele deverá ganhar muitos outros prêmios, de "Homem do Ano", "Político do Ano" e outros. Mas a marca Obama, para manter-se forte, precisará antes de mais nada de um bom governo.

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